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SECÇÃO: Policia/Bombeiros

Porto

Carolina Salgado implica advogado Lourenço Pinto em agressões a Ricardo Bexiga

08 Out (Lusa/TVS) - A antiga companheira de Pinto da Costa afirmou hoje ao tribunal que o advogado deste, Lourenço Pinto, foi “conselheiro” do líder portista no caso das agressões ao ex-autarca Ricardo Bexiga em 2005.

“Lourenço Pinto tinha conhecimento” dos planos da arguida e de Pinto da Costa para agredir Ricardo Bexiga, tendo agido como “conselheiro” do líder portista, sustentou Carolina Salgado em mais uma sessão do julgamento a decorrer no Tribunal de São João Novo que opõe o antigo casal em seis processos.

Carolina Salgado explicou que após as agressões se deslocou ao escritório de Lourenço Pinto e que este, “para acalmar” lhe disse: “mas [Ricardo Bexiga] ficou a falar”, aconselhando-a “a ler a Siciliana”.

A arguida acrescentou ainda que “o Major [Valentim Loureiro] também sabia dos planos" (em momento posterior à agressão) e que numa festa lhe deu mesmo “os parabéns”.

“Poderia falar muito mais mas fico-me por aqui porque não consigo provar”, explicou a arguida, acusada de difamar o advogado Lourenço Pinto no seu livro ‘Eu, Carolina’, no qual relata que foi o causídico quem avisou Pinto da Costa de que a sua casa iria ser alvo de buscas da PJ no âmbito do processo Apito Dourado.

Quanto à acusação de difamação, a arguida reafirmou que terá sido o próprio advogado, a “combinar um almoço” com Pinto da Costa, Carolina Salgado, Reinaldo Teles e o irmão deste Joaquim Pinheiro, para falarem sobre essa informação e combinarem uma “fuga para Espanha”.

“Reinaldo Teles e o irmão Joaquim Pinheiro tinham a informação da busca através de uma pessoa da PJ”, sublinhou a arguida, afirmando desconhecer como a mesma informação chegou a Lourenço Pinto.

Perante algumas contradições entre o hoje dito por Carolina e o que Lourenço Pinto (assistente no processo) havia afirmado em sessão anterior, o Ministério Público solicitou ao tribunal que volte a chamar o advogado ao julgamento.

A defesa do causídico solicitou, por seu turno, que volte a ser ouvida a escritora do livro, Fernanda Freitas, já que hoje Carolina alegou existirem “várias imprecisões” na obra, que apenas “relatou”.

O tribunal adiou a decisão, quanto aos dois requerimentos, para momento posterior.

Para ser ouvida pelo tribunal está ainda Leonor Pinhão, que terá ajudado Carolina em algumas partes do livro (segundo afirmações da arguida na sessão de 08 de Setembro) e foi também arrolada como testemunha da defesa.

O julgamento prossegue sexta-feira, pelas 10:00, com a continuação das declarações de Carolina Salgado que, entre outros, está ainda acusada de difamação simples a Pinto da Costa.

No julgamento, que envolve seis processos, o líder do FC Porto é acusado de dar duas bofetadas à ex-companheira em Março de 2006.

Estão também convocadas as testemunhas Sandra Lourenço Pinto e Ana Salgado que deverá depor por vídeo-conferência.

LYL.

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