Arquivo: Edição de 20-10-2009
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SECÇÃO: Policia/Bombeiros |
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Porto Sobrinha de Lourenço Pinto garante que "processos contra Carolina Salgado irão continuar"09 Out (Lusa/TVS) - A sobrinha do advogado Lourenço Pinto garantiu hoje em tribunal que os processos contra Carolina Salgado “irão continuar”, tendo em conta as declarações que esta tem prestado sobre o causídico, que está acusada de difamar.
“As acusações que Carolina Salgado tem feito (em tribunal) são cada vez mais graves. A confirmarem-se, os processos [de Lourenço Pinto contra a arguida] irão continuar”, afirmou Sandra Lourenço Pinto, testemunha num dos seis processos que envolvem a antiga companheira de Pinto da Costa e o líder portista, e que estão a ser julgados no tribunal de São João Novo.
Carolina Salgado, que na sessão anterior imputou ao advogado responsabilidades nas agressões ao ex-autarca Ricardo Bexiga, faltou hoje mais uma vez ao julgamento, alegando ter-se “sentido mal à porta do tribunal”, esclareceu o mandatário da arguida.
Este julgamento tem sido marcado por várias ausências da autora do livro ‘Eu, Carolina’ que desde o seu início alega motivo de doença para não comparecer.
O testemunho de Sandra Lourenço Pinto, hoje prestado, prendeu-se não só com o processo em que Carolina Salgado é acusada de difamar o advogado de Pinto da Costa no livro que aquela publicou em Dezembro de 2006, mas também com a acusação que lhe é imputada de mandar incendiar o seu escritório.
No caso da acusação de difamação, por no seu livro ‘Eu, Carolina’ a arguida ter referido que aquele advogado tinha avisado Pinto da Costa de que iria ser alvo de buscas da PJ, a testemunha considera que foi tudo um acto de “vingança” sobre Lourenço Pinto.
“Ela integrou o meu tio numa lista de alvos a abater” porque esperava que o advogado “ficasse do lado dela quando o casal se separou”, referiu.
Sobre o incêndio, Sandra Lourenço Pinto explicou que na véspera daquela ocorrência o advogado de Carolina Salgado tinha sido informado que documentos referentes a acordos de mútuo (referentes a empréstimos) entre a arguida e Pinto da Costa poderiam encontrar-se naquele escritório.
No período que antecedeu o incêndio, “decorriam negociações” entre Carolina e o líder portista para que a mesma “entregasse voluntariamente a casa em que vivia”, sob pena de serem accionados os dois acordos feitos, o que obrigaria a arguida a devolver uma elevada quantia a Pinto da Costa.
“O objectivo [do incêndio] era nitidamente destruir o que lá estava, incluindo os documentos que estavam a incomodar Carolina Salgado”, explicitou a testemunha.
Quanto à relação entre a arguida e o advogado de Pinto da Costa, Sandra Lourenço Pinto contou que o causídico “lhe fazia muitos favores” e que até “lhe redigia artigos pedidos para revistas cor-de-rosa”.
A sessão prossegue hoje a partir das 14:00, na terceira vara do Tribunal de São João Novo, no Porto, podendo ouvir-se Carolina Salgado caso esta regresse ao julgamento.
LYL.
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