SECÇÃO: Vale do Sousa Regional Assinado Pacto Regional para a Empregabilidade do Tâmega e Sousa
Plano visa reduzir desemprego na região e pretende ajustar a oferta formativa às necessidades do mercado empresarial
A Comunidade Intermunicipal do Vale do Sousa e Tâmega (CIM Tâmega e Sousa) assinou, na última sexta-feira, na empresa Hippos/Expotime, em Lousada, o Pacto Regional para a Empregabilidade do Tâmega e Sousa, iniciativa que contou com a presença do secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos. Este plano, firmado no âmbito da Agenda para a Empregabilidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, tem como objectivos promover acções concertadas, explorando as sinergias de cada Município, que possam contribuir para a melhoria da empregabilidade na Região. Este plano pretende num prazo de cinco anos reduzir as elevadas taxas de desemprego na Região e adequar a oferta formativa às necessidades das empresas. Graças a este estudo foi possível identificar, por exemplo, que enquanto em Lousada ou Felgueiras fazem falta técnicos de Segurança e Higiene no Trabalho, em Penafiel os empresários procuram ter nos seus quadros operadores agrícolas, assistentes administrativos ou até mecânicos automóveis, enquanto em Paços de Ferreira as necessidades vão para técnicos de Desenho de Mobiliário e em Paredes para técnicos de Apoio à Gestão e especialistas em Condução de Obra. Explorando as sinergias de cada Município e adequando a oferta formativa à procurado mercado do trabalho, a estrutura fundadora deste Pacto acredita que será possível gerar cerca de dois mil novos postos de trabalho na Região e alinhar com a média nacional o nível de desenvolvimento do Tâmega e Sousa até 2015. Segundo o género as mulheres continuam a ser as mais afectadas pela difícil conjuntura nacional, sendo este fenómeno mais evidente no Tâmega e Sousa do que na média da Região Norte. Valter Lemos enfatizou a assinatura deste pacto como sendo um acto vantajoso que integra várias virtuosidades e dois princípios fundamentais: o da positividade e da territorialização. Referindo-se ao primeiro, Valter Lemos recordou que as políticas públicas devem ser positivas transformadoras da realidade. O secretário de Estado defendeu, ainda, o princípio da territorialização com o objectivo de valorizar a afirmação dos poderes periféricos, a mobilização local dos actores e a contextualização da acção política. ________________________________________________________ Papel das empresas
Valter Lemos sublinhou, ainda, a importância do princípio do funcionamento em rede, da necessidade dos vários parceiros que integram este projecto articularem sinergias e estratégias de forma a contribuírem para a qualificação dos recursos humanos e para a implementação de uma verdadeira política de emprego e da qualificação. A este propósito recordou que as empresas assumem cada vez mais um papel relevante da política de criação de empregos. Apontou, também, o trabalho realizado na qualificação dos mais novos através do Novas Oportunidades e terminou com uma palavra de incentivo. "Existem sinais positivos mas os tempos que se avizinham não serão fáceis" disse. ________________________________________________________ Índices do poder de compra e per capita
Numa zona do país onde os números do desemprego ultrapassam a média nacional - em 2009, a taxa de desemprego na região aumentou 26% face a 2008, o presidente da CIM Tâmega e Sousa e da Câmara Municipal de Penafiel, Alberto Santos, atestou que a Região dispõe de uma dinâmica empresarial com mais de 40 mil empresas. O autarca avançou, ainda que o Tâmega e Sousa tem-se caracterizado por taxas de desemprego e sub-emprego elevadas e sistematicamente crescentes, associadas a outras formas de exclusão que têm vindo a emergir e a agudizar-se. Manifestou que o Indice do poder de compra e per capita está aquém da média nacional. "Não podemos estar calados perante esta situação" adiantou. Alberto Santos manifestou preocupação com o excesso de ofertas de emprego em determinadas áreas e a falta de outras que vão de encontro às reais expectativas e necessidades dos empresários. "Este é um problema que agudiza a crise e o desemprego. "Existem empresas que necessitam de profissionais em determinadas áreas e não os encontram", sustentou referindo: "Queremos que a CIM assuma um papel determinante no combate ao desemprego. ________________________________________________________ Comité de Pilotagem
Alberto Santos anunciou, ainda, que irá ser criado um comité de pilotagem, para detectar quais as reais necessidades das empresas, redes de concertação territorial em áreas como o mobiliário, o turismo, o comércio e a construção civil. O edil revelou que até ao final do ano será criado um plano de acção que defina as áreas vitais que serão alvo de investimento já no próximo ano, identificando as carências formativas da região. As feiras profissionais de emprego, as mostras de ensino e formação, o apoio às empresas e as associações que eu promovam a requalificação dos seus activos e estudos prospectivos de forma a antecipar o futuro serão algumas das medidas que serão desenvolvidas no âmbito deste pacto para o emprego. Recorde-se que o lançamento desta iniciativa foi apoiada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e conta com o apoio do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), a Direcção Regional de Educação do Norte, a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal e a Segurança Social. Miguel Ângelo
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