SECÇÃO: Policia/Bombeiros Polícia | Tribunais | Bombeiros Caso do triplo homicídio abala Torres Vedras
O caso do suspeito de ter praticado um triplo homicídio centra hoje as conversas de rua e de cafés na localidade do Sobreiro Curvo, concelho de Torres Vedras, onde residia uma das alegadas vítimas do homicida. A Polícia Judiciária deteve terça feira um homem de 40 anos na zona de Torres Vedras, sob suspeita da autoria do homicídio de três jovens, cujos corpos ainda não foram encontrados. A mãe de Joana Correia de 16 anos que está desaparecida há quatro meses, Fátima Silva, disse hoje à agência Lusa que está "sem cabeça" para falar do caso. A irmã mais velha, Cátia Correia, acrescentou ter recebido a notícia pelos jornais. "Está tudo transtornado", disse à Lusa Doroteia Matias, tia da jovem, acrescentando que a família "nunca suspeitou que ela pudesse estar morta". De acordo com esta familiar, "Joana era uma miúda que estava a descobrir-se e que estava a explorar mundos novos", justificando assim o estilo "gótico" que a jovem tinha adotado, ao vestir-se com roupas pretas. Segundo o e-mail que circulou na Internet a alertar para o seu desaparecimento, a que a Lusa teve acesso, a jovem era caracterizada por ter um "piercing no lábio inferior do lado direito", andar de "maquilhagem escura na zona ocular", usar roupa e botas altas pretas. Na localidade, a população ficou surpreendida com o caso, que é hoje objeto de conversas na rua e nos cafés pela população, que se mantém atenta às notícias na televisão. Familiares e população na aldeia contaram à Lusa que, no dia em que desapareceu, Joana terá recebido uma mensagem escrita do suspeito com o objetivo de se encontrar com ele no Sobreiro Curvo e de ir com ele até sua casa, no lugar da Carqueja, concelho da Lourinhã. Joana Correia teria tido contacto com o agressor, "através do namorado, que teria um caso com o tal sujeito" e, alegadamente no dia em que desapareceu em março, "foi a casa dele a pensar que o namorado estava lá", contou a tia. Na localidade onde residia, Joana era vista como uma jovem "muito reservada". A jovem convivia com amigos que recentemente tinha feito na localidade, estudava no externato de Penafirme, para onde tinha ido estudar, depois de a família ter mudado de residência. Elizabete Bernardes, vizinha na mesma rua, recorda Joana como uma jovem "a quem ninguém dava só 16 anos porque andava sempre pintada". Segundo populares, o suspeito terá sido visto na aldeia, onde se encontrava com a jovem e outras amigas "junto ao rio". "Dizem que ele levava miúdos e miúdas de carro às discotecas na tentativa de os aliciar", referiu Elizabete Bernardes, acrescentando ter ouvido dizer na localidade que, após o desaparecimento de Joana, o suspeito chegou a perseguir a amiga mais próxima, no sentido de a silenciar. *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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